Curso de Quadrinhos

Junho 21, 2009 by Leandro

Estacao

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Hiroshi e eu fomos convidados pelo incansável Arnaldo Branco para participar de um curso de quadrinhos do Grupo Estação. Vamos falar sobre graphic novels e adptações.

Para quem estiver interessado:

Arte sequencial, humor gráfico e outros eufemismos

Mediador: Arnaldo Branco.
Com: Allan Sieber, Leandro Assis, Hiroshi Maeda, André Dahmer e Leonardo.

De 13 a 16 de julho

Das 19h30 às 22h
Carga horária: 4 aulas
Custo: R$ 300,00 à vista ou 2X R$ 175,00
Local: Grupo Estação – Rua Voluntários da Pátria, 53
Botafogo, Rio de Janeiro

Mais detalhes no site do Grupo Estação.

O Brasil nos Quadrinhos

Junho 11, 2009 by Leandro

Um de nossos maiores quadrinistas foi Flávio Colin, que dizia: “Considero as HQs uma missão. E como todo bom missionário, dedicado e tenaz, acredito que um dia, através delas, o Brasil será mais brasileiro.

Pois Colin teria orgulho de três belos quadrinhos lançados recentemente: Copacabana (Desiderata), Os Brasileiros (Conrad) e Sábado dos Meus Amores (Conrad). São três álbuns que falam do Brasil. Cada um de seu jeito. Os três obrigatórios.

1. Copacabana

CopaSou suspeito para falar. Afinal, esse quadrinho é de autoria de Lobo e Odyr. O primeiro foi editor do Cabeleira e o segundo foi o responsável por sua belíssima capa. Pois esses dois craques se juntaram para retratar o submundo de Copacabana. Um universo povoado por prostitutas, travestis, gringos, policiais corruptos e malandros. A trama noir criada por Lobo é bastante envolvente, mas torna-se brilhante quando revela os pequenos personagens que compõem o pano de fundo do bairro. Como o vendedor de Halls no ônibus,  a gangue de travecos, o velhinho do café, a velha do pó e tantos outros. Os bate-papos das putas pelos bares parecem tão autênticos que não deixam dúvida: Lobo sabe do que está falando. E a arte de Odyr consegue o que parecia impossível. Copacabana está mais imunda e decadente do que nunca.

2. Os Brasileiros

ToralAndré Toral é historiador e antropólogo e isso fica óbvio lendo seu álbum. No bom sentido. Ele não quer nos dar aulas. Quer apenas  falar daqueles que podem ser considerados os verdadeiros brasileiros. Ou pelo menos os primeiros brasileiros. As sete histórias do livro tratam de índios, da época do descobrimento até os dias de hoje.  Como o próprio Toral explica, esse album é o seu jeito de responder a uma pergunta que ele se faz sempre que viaja para o litoral paulista: “onde estão aqueles que por milhares de anos habitavam esse litoral, muito antes da chegada dos portugueses?” Os índios de Toral não têm nada de coitados, fracos ou submissos. São guerreiros, prontos para lutar com os inimigos e devorá-los. Literalmente. O canibalismo é assunto recorrente no quadrinho. Duas histórias nãos são inéditas – O Negócio do Sertão, publicada em 1991 como Graphic Novel e O Caso dos Xis, publicada em duas partes em 1992. Mas isso não diminui em nada o prazer de ler Os Brasileiros.

3.  Sábado dos Meus Amores

Quintanilha

Sou fã de Marcello Quintanilha desde a época em que ele ainda assinava Marcello Gaú. A primeira vez que vi seu trabalho foi na Bienal de Quadrinhos de 91. E fiquei impressionado com seu desenho realista, claramente baseado em fotos, e com a sua capacidade para capturar nos quadrinhos um brasileiro poucas vezes retratado em nossos gibis. É o brasileiro derrotado, pobre, que compra cerveja fiado em  pé-sujo, que é torcedor fanático de futebol, que sente inveja e compra briga. Estava ansioso para ver esse livro, pois o anterior havia me decepcionado bastante.  Fealdade de Fabiano Gorila, que Quintanilha lançou em 99, era uma história de apenas 16 páginas que foi rediagramada para ocupar umas 80. Acho que com isso a narrativa e os desenhos de Quintanilha ficaram bastante prejudicados. Pois foi com muito alívio e alegria que devorei Sábado dos Meus Amores. A edição está caprichada, com capa dura, e traz Marcello Quintanilha no auge da forma. Suas histórias são comoventes e seu desenho está deslumbrante.

Recomendo os três livros. Quadrinhos brasileiros, sobre brasileiros, da melhor qualidade. Colin ia adorar.

Lançamento de “Copacabana”

Junho 10, 2009 by Hiroshi

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Reservem suas agendas! Na próxima semana haverá o lançamento de Copacabana, de Odyr e Lobo. Dia 15 no Rio e 17 em SP.

Quadrinhos Espanhóis: David Rubín

Junho 9, 2009 by Hiroshi

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Minha maior surpresa em relação aos quadrinhos espanhóis chama-se David Rubín. Seu traço lembra um pouco o de Craig Thompson e suas histórias falam – na maioria das vezes – sobre a solidão e a perda de um grande amor. Li os quadrinhos “El Circo del Desaliento” e “La Tetería del Oso Malayo” (ambas publicações da editora ASTIBERRI) e virei fã incondicional.

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Infelizmente, esses são os típicos quadrinhos que dificilmente pousarão em território brasileiro. Portanto, se você estiver de viagem pela Espanha, não hesite em comprá-los.

Adaptações

Junho 4, 2009 by Leandro

Semin

Quem acompanha o mercado editorial de quadrinhos no Brasil já sabe que está havendo uma onda de adaptações literárias para gibis. Machado de Assis, Eça de Queiroz, Jorge Amado,  são alguns dos autores que tiveram suas obras adptadas. Só o conto “O Alienista”, de Machado de Assis, ganhou umas três versões em quadrinho no ano passado.

Acho que essa tendência pode ser explicada, em parte, pelo PNBE,  Programa Nacional Biblioteca da Escola. Para incentivar a leitura, o governo compra livros e quadrinhos e distribui para as escolas do país. Visando essa compra pelo governo, as editoras apostam nas adaptações literárias. O raciocínio é banal: se é para ser lido na escola, que seja Machado de Assis, Eça de Queiroz ou Jorge Amado.

“O Cabeleira”, como os poucos leitores desse blog estão cansados de saber, é uma adaptação do romance de Franklin Távora. A diferença é que essa adaptação não foi pensada para quadrinhos e muito menos visando o PNBE (mas é claro que ficaremos muito felizes se o governo decidir levar nosso álbum para as crianças!). A Desiderata, quando nos convidou para publicar nosso roteiro em quadrinhos, também não pensava em vendas para o governo.  O que Marta Batalha e Lobo queriam era publicar bons quadrinhos de autores nacionais.

Mas o fato é que agora Hiroshi e eu fazemos parte do time de autores que adaptaram obras literárias para os gibis. Por isso, já participamos de debate na Travessa, demos entrevista para o Starte do GNT e agora fomos convidados para participar de um curso de quadrinhos do grupo Estação. Falaremos sobre “Graphic Novel” e, é claro, adaptação (quando tivermos mais detalhes sobre esse curso, postaremos aqui, não se preocupem!).

E agora descobri, na internet, que entre os dias 16 e 19 de Junho  acontecerá o 3º Seminário de Literatura Brasileira, na Universidade Estadual de Montes Claros. Nesse ano, o Seminário vai discutir as representações do sertão e do norte do Brasil na literatura nacional. Para a minha surpresa, a doutoranda da USP Jane Adriane Gandra, professora do curso de Letras da Unimontes, vai falar sobre o nosso quadrinho!    

No site do Seminário, essa é a descrição da palestra que a professora fará:

O cabeleira, de Franklin Távora, nas histórias em quadrinhos

Importantes obras de Machado de Assis, como o Alienista e Memórias póstumas de Brás Cubas, já foram convertidas para a linguagem das histórias em quadrinhos e a lista só tende a aumentar com outros nomes consagrados. Nos dias atuais, não há como negar os muitos projetos apresentados pelas editoras nas promoções de adaptações dos clássicos da Literatura Brasileira para o mundo dos gibis. Sobre isso, as defesas são inúmeras, a mais utilizada é sobre o fato de estarem elas contribuindo para a popularização de uma literatura distanciada da maioria de nossos leitores, principalmente dos adolescentes. Assim, sob o formato dos grafich novel, muitos romances, considerados “monótonos” e complexos por este público, ganham uma forma ilustrativa e simplificada, bem ao estilo teens. Seguindo a tendência, em 2007, a editora Desiderata lançou no gênero dos quadrinhos O cabeleira, de Franklin Távora – romance regionalista inspirado na trajetória do cangaceiro José Gomes. Com base no exposto, e considerando que toda adaptação não deixa de ser um outro texto – novos olhares contando algo que já foi narrado –  é nossa proposta, neste ensaio, analisar quais elementos narrativos do livro de 1876 foram modificados pelo sincretismo instituído entre o verbal e o visual das HQs.

Estou muito curioso para saber a que conclusões a professora terá chegado!

Entrevista de Craig Thompson no Gibizada

Maio 30, 2009 by Hiroshi

Hoje saiu uma ótima matéria do Télio Navega no caderno “Prosa e Verso” do jornal O Globo sobre os novos lançamentos de HQs pela editora Companhia das Letras (sob o selo Quadrinhos na Cia). Ele também faz uma entrevista com Craig Thompson, autor de “Retalhos”, que pode ser conferida no seu blog Gibizada.

Retalhos (Blankets) é minha HQ favorita. Jamais li qualquer quadrinho que se comparasse a este. Eu sempre me interesso por histórias sobre relacionamento, desencontros, amor e separação. E Retalhos fala sobre isso tudo em suas mais de 600 páginas.

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Na minha humilde opinião, é obra de arte em forma de quadrinhos. Imperdível!

Quadrinhos espanhóis: Nacho Casanova

Maio 28, 2009 by Hiroshi

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Como eu comentei anteriormente, minha mala veio cheia de HQs novas – quase todas de quadrinistas espanhóis. A medida que eu for lendo-as, vou postando aqui. As primeiras que li foram “Autobiografía no autorizada” volumes 1 e 2, de Nacho Casanova. Seu desenho é simples, mas combina com as histórias, que são divertidas. Elas relatam situações do cotidiano, como por exemplo dois amigos conversando sobre mulheres ou um casal discutindo a relação.

Quem quiser saber mais sobre as obras de Nacho Casanova, pode visitar seu blog aqui.

Férias

Maio 18, 2009 by Hiroshi

Ando um pouco afastado do blog por causa das minhas (merecidas) férias. Mas isso não quer dizer que eu esteja afastado dos quadrinhos. Na verdade, estou tendo a oportunidade de conhecer muitas HQs diferentes.

Minha primeira parada foi na fnac da praça Catalunia, Barcelona. Fui direto para seção de quadrinhos, que obviamente é maior que no Brasil. Como eu sou rato da Amazon.com, posso afirmar que é possivel encontrar todas as graphic novels americanas traduzidas para o espanhol, inclusive os lançamentos, e com um detalhe: em edições superiores. Os livros do Daniel Clowes, por exemplo, só em capa dura. “Blankets” também. Isso sem falar que muitas são em tamanho maior. As ótimas HQs ( three Shadows, Notes for a War Story etc.) que a editora First Second publica nos EUA (e pecam apenas pelo seu tamanho), podem ser compradas em tamanho decente nas edições em castellano.

Mas eu estava interessado mesmo era nas graphic novels espanholas. Como não conhecia nada, pedi uma ajuda e tive uma pequena aula sobre quadrinistas espanhóis com a atendente da fnac. Prometo falar mais sobre eles no futuro.

Pra resumir, o resultado disso tudo foi diversos quadrinhos novos, vários Euros gastos e uma mala pesada para carregar.

HQ MIX

Maio 16, 2009 by Leandro

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O Cabeleira já nos trouxe muito mais alegrias do que poderíamos esperar. Tivemos críticas positivas, ouvimos elogios de leitores. E agora fomos indicados ao prêmio HQ MIX. Isso mesmo, logo no nosso primeiro trabalho já recebemos duas indicações: Roteirista Revelação e Publicação Especial Nacional.

Bom demais! O páreo é duro, mas não custa torcer, né?

Só sentimos o Allan Alex ter ficado de fora das indicações. O desenho dele estava fenomenal e com certeza foi grande parte do sucesso do livro. Mas vai aqui uma dica: quem for participar da votação pode escolher o Allan Alex, mesmo ele não estando entre os indicados. Basta marcar “outros” e colocar o nome dele!

Aqui está a lista dos indicados, que tirei do Gibizada:

Desenhista Nacional

1 Fábio Lyra (”Menina Infinito” – Desiderata)
2 Fábio Moon e Gabriel Bá (”Descobrindo São Paulo” – revista Época SP)
3 José Aguiar (”Quadrinhofilia” – HQM)
4 Jozz (”Circo de Lucca” – Devir)
5 Laudo (”Revolução Russa” – Escala Educacional; “Depois da Meia-noite” – Independente
6 Rafael Grampá (”Mesmo Delivery” – Desiderata)
7 Samuel Casal (”Prontuário 666″ – Conrad)

Desenhista Estrangeiro

1 Darwyn Cooke (”Spirit” – Panini)
2 Frank Quitely (”Grandes Astros Superman” – Panini)
3-David B (Epiléptico – Conrad)
4 Duncan Fegredo (”Hellboy” – Mythos)
5 Liniers (”Macanudos” – Zarabatana)
6 Enrico Marini (”Predadores” – Devir)
7 Niko Henrichon (”Leões de Bagdá” – Panini)

Roteirista Nacional

1 André Diniz (”Coleção História e Filosofia em Quadrinhos” – Escala Educacional)
2 Adriana Brunstein e Samuel Casal (”Prontuário 666″ – Conrad)
3 Daniel Esteves (”Nanquim Descartável” – Independente; “Front” – Via Lettera)
4 Cadu Simões (”Nova Hélade” – Independente Garagem Hermética – Independente)
5 Fábio Lyra (”Menina Infinito” – Desiderata)
6 Fábio Moon e Gabriel Bá (”Descobrindo São Paulo” – revista Época SP)
7 José Aguiar (”Quadrinhofilia” – HQM)

Roteirista Estrangeiro

1 Alan Moore (”Promethea” – Pixel)
2 Ai Yazawa (”Nana” – JBC)
3 Brian Wood (”DMZ” – Panini; “Local” – Devir)
4 Charles Burns (”Black Hole” – Conrad)
5 David B. (”Epiléptico” – Conrad)
6 Geoff Johns (”Lanterna Verde”; “JSA” – Panini)
7 Grant Morrison (”Grandes Astros Superman” – Panini) 

Desenhista Revelação

1 Bruno D’Angelo (”O Catador de Batatas e o Filho da Costureira” – JBC)
2 Danilo Beyruth (”O Necronauta” – Independente)
3 Marlon Tenório (”Os 303 de Esparta” – Independente)
4 Olavo Costa (”O Contínuo” – Independente)
5 Hemeterio (”Chibata! João Cândido e a Revolta que Abalou o Brasil” – Conrad)
6 Pablo Mayer (”A Casa ao Lado” – HQM)
7 Tulio Caetano (”Dr. Bubbles & Tilt” – Zarabatana)

Roteirista Revelação

1 Alex Mir (”Tempestade Cerebral” – Independente)
2 Dalton Correa Soares (”O Contínuo” – Independente)
3 Leandro Assis e Hiroshi Maeda (”O Cabeleira” – Desiderata)
4 Marlon Tenório (”Os 303 de Esparta” – Independente)
5 Olinto Gadelha (”Chibata! João Cândido e a Revolta que Abalou o Brasil” – Conrad)
6 Ricardo Giassetti (”O Catador de Batatas e o Filho da Costureira” – JBC)
7 Rodrigo Alonso (”Eterno” – Independente)

Ilustrador Nacional

1 Adams Carvalho (Folha de São Paulo)
2 Alarcão (livros infantis)
3 Éber Evangelista (revista Aventuras na História)
4 Fernando Vilela (livros infantis)
5 Kako (revista Aventuras na História)
6 Odilon Moraes (livros infantis)
7 Weberson Santiago (Folha de São Paulo, revista Getúlio) 

Tira Nacional

1 Amely (Pryscila Vieira – PubliMetro)
2 Chiclete com Banana (Angeli – Folha de São Paulo)
3 Mulher de 30 (Cibele Santos – PubliMetro)
4 Níquel Náusea (Fernando Gonsales – Folha de São Paulo)
5 Quase Nada (Fábio Moon & Gabriel Bá – Folha de São Paulo )
6 Piratas do Tietê (Laerte -Folha de São Paulo)
7 Preto no Branco (Allan Sieber – Folha de São Paulo)

Web Quadrinhos

1 Candyland – Capital
2 Clube da Esquina
3 Exploradores do Desconhecido
4 O Homem Nu
5 Meu Mundo Nosso
6 Quadrinhos Ordinários
7 Rei Emir

Publicação Infanto-juvenil

1 Almanaque da Mônica (Panini)
2 Almanaque Maluquinho – O Japão dos brasileiros (Globo)
3 Hunter X Hunter (JBC)
4 Naruto (Panini)
5 Os Pequenos Guardiões (Conrad)
6 Turma da Mônica Jovem (Panini)
7 Xaxado Ano 3 (Independente). 

Publicação de Clássico 

1 Batman ilustrado por Neal Adams (Panini)
2 Che (Conrad)
3 Chiclete com Banana – Antologia (Devir-Jacaranda)
4 Corto Maltese – As Etiópicas (Pixel)
5 O Surfista Prateado vol. 1 (Panini)
6 Tintim No País dos Sovietes (Cia. das Letras)
7 Turma da Mônica Coleção Histórica (Panini)

Publicação de Humor

1 Bone – Estúpidas, Estúpidas Caudas-de-Ratazanas (Via Lettera)
2 Macanudo #1 (Zarabatana)
3 Mad (Panini)
4 Mundo Canibal (Mythos)
5 Níquel Náusea – Em boca fechada não entra mosca (Devir)
6 Piratas do Tietê #3 (Devir)
7 Vale Tudo (Ópera Graphica) 

Publicação Mix 

1 Front #19 (Via Lettera)
2 Front Especial – 100 Anos da Imigração Japonesa no Brasil (Via Lettera)
3 Grande Clã (Independente)
4 Graffiti #18 (Independente)
5 Pixel Magazine (Pixel)
6 Power Trio (Independente)
7 Prática de Escrita (Terracota) 

Publicação Erótica 

1 Cica Dum-Dum (Zarabatana)
2 Clara da Noite (Zarabatana)
3 Clic #3 (Conrad)
4 Emmanuelle (Pixel)
5 Love Junkies (JBC)

Publicação de aventura/terror/ficção

1 100 Balas (Pixel)
2 Delivery Service of Corpse (Conrad)
3 O Garoto Verme (Zarabatana)
4 Leões de Bagdá (Panini)
5 Local (Devir)
6 Mágico Vento (Mithos)
7 Promethea (Pixel)

Edição Especial Nacional

1 Aú Capoeirista (Papel A2)
2 O Cabeleira (Desiderata)
3 Chibata! João Cândido e a Revolta que Abalou o Brasil (Conrad)
4 Menina Infinito (Desiderata)
5 Mesmo Delivery (Desiderata)
6 Noite Luz (Via Lettera)
7 Prontuário 666 (Conrad)

Edição Especial Estrangeira

1 Asterix e seus Amigos (Record)
2 Batman – Preto e Branco (Panini)
3 Escombros (Zarabatana)
4 Frango com Ameixa (Cia. das Letras)
5 Hard Boiled – À Queima Roupa (Devir)
6 Love & Rockets – Pés de Pato (Via Lettera)
7 Revelações (Devir)

Publicação Independente de Autor

1 Gatipos
2 Nanquim Descartável
3 Necronauta
4 Macaco Albino
5 Menino Caranguejo
6 Penitente
7 Tempestade Cerebral

Publicação Independente de Grupo

1 Avenida
2 Café Espacial
3 Contínuo
4 Garagem Hermética
5 Quadrinhópole
6 Samba
7 Zine Royale

Publicação Independente Especial

1 Câncer
2 Consequências
3 Contos das Madrugada
4 Depois da Meia-noite
5 Eterno
6 Muertos
7 Subterrâneo Especial 4

Publicação de tiras 

1 Candido Deodato (HGB Comunicações)
2 Macanudo #1 (Zarabatana)
3 Malvados (Desiderata)
4 Níquel Náusea – Em boca fechada não entra mosca (Devir)
5 Tiras Clássicas da Turma da Mônica (Panini)
6 Tiras de Letras – Até Debaixo D’água (Virgo)
7 Under World (Zarabatana)

Publicação de Charges

1 34º Salão Internacional de Humor de Piracicaba (Imprensa Oficial do Estado)
2 35º Salão Internacional de Humor de Piracicaba (Imprensa Oficial do Estado)
3 No Bico sem Pena! Brás, 15 anos de Charges
4 O Humor Pai D´Égua (Projeto Cultural Lei A. Tito Filho)
5 O LIvro dos Políticos (Heródoto Barbeiro & Bruna Cantele – Ediouro)

Publicação de Cartuns

1 Duke – Desenhos de Humor (Iotti – L&PM)
2 1º Festival Internacional de Humor do Rio de Janeiro (catálogo oficial)
3 Humor Politicamente Incorreto (Nani – L&PM)
4 Ninguém é Perfeito (Jaguar – Desiderata)
5 Millôr – Um Nome a Zelar (Millôr – Desiderata)
6 Radicci – Tem Outro por Dentro (Iotti – L&PM)
7 Tulípio #7 (Eduardo Rodrigues & Paulo Stocker – Independente)

Livro Teórico

1 Batman e a Filosofia – O Cavaleiro das Trevas da Alma (Madras)
2 Henfil – O Humor Subversivo (Expressão Popular)
3 História em Quadrinhos – Impresso vs. Web (Unesp)
4 Magia dos Quadrinhos (Edições Bagaço)
5 Nossos Deuses são Super-Heróis (Cultrix)
6 Para o Alto e Avante (Editora Asterisco)
7 Traço a Traço Quadro a Quadro (Editora C/Arte).

Projeto Editorial

1 Calendário Pindura 2009 (Pégasus Alado)
2 O Catador de Batatas e o Filho da Costureira (JBC)
3 Dr. Bubbles & Tilt (Zarabatana)
4 História do Brasil, História Mundial e Filosofia em Quadrinhos (Escala Educacional)
5 Powertrio (Mondo Urbano)
6 As Tiras Clássicas da Turma da Mônica (Panini)
7 Turma da Mônica Jovem (Panini)

Adaptação para outro veículo

1 Aline (tevê)
2 Batman – O Cavaleiro das Trevas (cinema)
3 O Caderno da Morte – Death Note (teatro)
4 A Noite dos Palhaços Mudos (teatro)
5 Homem de Ferro (cinema)
6 Persépolis (cinema)
7 Hellboy II – O Exército Dourado (cinema)

Adaptação para os quadrinhos

1 Desista! (Conrad)
2 Dom Quixote (Escala Educacional)
3 História do Brasil em Quadrinhos (Europa)
4 O Pequeno Príncipe (Agir)
5 A Revolução Russa (Escala Educacional)
6 Heróis da Restauração Pernambucana (Plublikimagem)
7 Triste Fim de Policarpo Quaresma (Cia. Editora Nacional)

Mídia sobre Quadrinhos

1 Banca de Quadrinhos (programa)
2 Bigorna (Internet)
3 Blog dos Quadrinhos (Internet)
4 HQ Além dos Balões (programa)
5 HQ&Cia (programa)
6 Mundo dos Super-Heróis (revista)
7 Universo HQ (Internet) 

Editora do ano

1 Conrad
2 Desiderata
3 Devir
4 JBC
5 Panini
6 Via Lettera
7 Zarabatana

Escrevendo para Quadrinhos

Maio 5, 2009 by Hiroshi

alanmoorewriting

É fácil encontrar bons livros que ensinam a escrever para cinema. Mas quando se trata de quadrinhos, a história é outra. Embora boa parte do que se aprende nos livros de cinema possa ser aproveitada nos quadrinhos, existe pouca literatura especializada. Um livro interessante sobre esse tema é o “Alan Moore’s writing for Comics”, de apenas 48 páginas e que custa US$5,95. Diferente dos “manuais de roteiro”, Alan Moore está mais interessado em “pensar sobre quadrinhos”, sendo uma inspiração para quem quer contar histórias. O último capítulo é revelador e guarda uma surpresa para os leitores! Eis pequeno trecho do primeiro capítulo:

Above all, I don’t want to produce anything that smacks even remotely of “How To Write Comics the Alan Moore Way”. Teaching a generation of emergent artists or writers how to copy the generation that came before was a stupid idea when Marvel introduced their “How to Draw” book and it would be equally irresponsable of me to instruct up-and-coming writers on how to write sickly extravagant captions like “Dawn transformed the sky into an abattoir” or whatever. John Buscema is a fine artist, but the industry doesn’t need 50 people who draw like him any more than it needs people who write like me. [...].

The reason why comic writing is perhaps even a greater cause for concern than comics book drawing is that the writing comes at the very start of the process. If the thinking behind the writing is inadequate, the script is inadequate. Consequently, even in the hands of the best artist in the world, the finished comic will lack something that no amount of flashy coloring or printing can hope to compensate for.

Celtx

Abril 20, 2009 by Leandro

Já vou avisando que esse post só vai interessar a quem escreve ou quer começar a escrever roteiros. Os outros podem ignorar…

Hoje no Brasil, os roteiros seguem a formatação americana. Algumas pessoas acham essa história uma bobagem, pois o que realmente importa é o conteúdo do roteiro e não a maneira de se organizar na página os diálogos, nomes de personagens e ações . É claro que o conteúdo é muito mais importante. Mas os roteiros formatados de maneira padronizada trazem vantagens para todos.

Quando um produtor recebe 10 roteiros para avaliar, seu trabalho fica bem mais fácil se esses roteiros seguem uma mesma formatação. Ele não precisa ficar tentando entender o que cada elemento na página significa a cada roteiro que abre para ler. Além disso, a formatação pode interferir no número de páginas do roteiro. Formatado de um jeito, um roteiro pode ter 100 páginas. Outra formatação pode deixar esse mesmo roteiro com 120. E o produtor quer ter uma base de comparação. A mesma formatação ajuda a avaliar as diferenças de tamanho, ritmo e estilo entre dois projetos. Só de abrir dois roteiros com a mesma formatação já podemos ter uma idéia se um tem muito mais diálogo do que o outro. Se um tem ações mais lentas. Se o outro tem cenas mais curtas. E assim por diante.

O trabalho do roteirista também fica mais fácil com essa formatação americana. Dizem que nela a relação páginas de roteiro/minutos de filme é um pra um. Ou seja, um roteiro de 120 páginas resultaria num filme de 120 minutos. É claro que não dá pra levar essa história ao pé da letra. Não é uma matemática exata. É uma estimativa. Serve para o roteirista se guiar na hora de escrever. Ele sabe que um roteiro de 60 páginas é pequeno para um longa-metragem. E um de 250 é grande.

Então vieram os americanos – sempre eles – e criaram programas específicos para se escrever roteiros. E a vida que era fácil ficou moleza! Esses programas fazem tudo. Só falta escreverem por você. Mas qualquer dia os americanos dão um jeito nisso também.

Quando você está escrevendo um diálogo entre dois personagens, o programa entende isso e passa a completar os nomes desses personagens por você. Se você acabou de escrever o cabeçalho de uma cena e apertou o ENTER, o programa sabe que agora, obrigatoriamente, vem uma ação, então já formata o texto para ação. A mesma coisa depois de você ter escrito o nome de um personagem em um diálogo. Depois do ENTER vem uma fala, então o programa já deixa tudo pronto para você escrever a fala. Escrever fica muito mais rápido assim. O mouse fica quase esquecido.

O Final Draft é o programa mais usado hoje em dia. Mas custa 200 dólares. O Celtx é de graça.

Acho que foi o Hiroshi quem me falou do Celtx pela primeira vez, já faz um bom tempo. Recentemente fui dar uma olhada com mais calma, pois queria falar dele para minha turma de roteiro da Darcy Ribeiro. Fiquei bastante surpreso. O programa tem muito mais recursos do que eu lembrava. O roteirista pode usá-lo para formatar roteiros de cinema, TV, rádio e inclusive quadrinhos! Até as fichas, usadas para planejar o roteiro que será escrito, ordenando as cenas do filme, estão disponíveis. Com a opção de dar cores específicas para cada trama da história. Assim a visualização de como as tramas do filme estão se cruzando é imediata. Uma verdadeira mão na roda!

Ou seja, recomendo o Celtx. E muito!

HQs para salvar economia?

Abril 11, 2009 by Hiroshi

Hoje eu li uma notícia curiosa no jornal O Globo: Japão busca estímulo econômico em HQs e cultura pop.

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De acordo com a notícia, “o primeiro-ministro do Japão é fã de mangás e sempre alardeou a importância de conteúdos “soft power” como as histórias em quadrinhos. [...] A meta é aumentar as vendas de “conteúdo” para o exterior dos atuais 2% para 18% do total das exportações”.

O Brasil bem que poderia investir um pouquinho em HQs, né?