Guerreiros do Sol

By Leandro

A idéia de escrever o roteiro de O Cabeleira veio com a leitura do livro Guerreiros do Sol, do historiador Frederico Pernambucano de Mello. A obra é um tratado definitivo sobre o cangaço. Mello apresenta teorias muito interessantes em seu trabalho.

Ele explica, por exemplo, as três formas de cangaço:

Meio de vida – Alguém que entrava para o cangaço apenas com o objetivo de roubar e ganhar dinheiro.

Refúgio – Depois de cometer um crime (assassinato, estupro etc) o sujeito entrava para um bando de cangaceiros para fugir da vingança da família de sua vítima.

Vingança – Para se vingar de uma injustiça ou crime cometido contra um familiar, o sujeito buscava em um bando de cangaceiros a ajuda necessária. Muitos, realmente, abanadonavam o crime depois de matar seus inimigos.

O historiador também fala do “escudo ético”. Alguns cangaceiros usavam a desculpa de uma pretensa vingança para, na verdade, adotarem o bandidtismo como meio de vida. Lampião, por exemplo, teve várias oportunidades de matar os assassinos de seu pai, mas preferiu nunca cosumar sua vingança. Sabia que, dando cabo de seus inimigos, não teria mais justificativa para viver do crime.

É um livro obrigatório para quem quer entender um pouco mais a violência do país.

Detalhe: Tentamos usar um pouco do que aprendemos com Mello em nosso roteiro. Assim, Joaquim é cangaceiro de “meio de vida”, Liberato se torna um cangaceiro de “vingança” e Teodósio é uma espécie de cangaceiro de “refúgio”.

Para quem quer saber mais sobre Guerreiros do Sol, aqui está uma resenha

Deixar uma Resposta