
Desde o lançamento de O Cabeleira, uma de minhas principais curiosidades era saber como o livro seria recebido em Pernambuco. Afinal, é lá que a história se passa e eu nunca coloquei os pés naquele canto do país. Morria de medo de ter cometido um erro esdrúxulo ao retratar a região e sua gente no século XVIII.
Claro que fizemos uma boa pesquisa, inclusive de imagens, para passar ao Allan Alex. Mas ainda assim, temia que um leitor enfurecido aparecesse reclamando que o rio Capibaribe não passa por Recife. Ou que alguém viesse dizer que não há Zona da Mata em Pernambuco…
Paranóia? Talvez. Mas o fato é que só respirei aliviado quando surgiram as primeiras críticas de leitores de Pernambuco. E eram positivas!
O primeiro foi o cabra arretado Sampson Moreira, que em seu blog InovaVOX rasgou elogios ao livro. Cearense, do Crato, hoje Sampson vive em Recife. Aqui está o link para o post.
Depois foi a vez do Christiano Mascaro, editor de arte do Diário de Pernambuco, escrever um belo artigo sobre o livro. Seus elogios são ainda mais importantes se levarmos em conta que Mascaro entende muito do assunto. Afinal, é autor de quadrinhos e editor de dois sucessos: a Ragú (atualmente no número 6) e a Domínio Público (que como o nome diz, traz adaptações de clássicos da literatura). Qualquer hora farei um post sobre o Mascaro e o trabalho incrível que vem realizando.
O engenho que ilustra o post é de Henry Koster e foi tirado de seu fenomenal livro Viagens ao Nordeste do Brasil (1816), que serviu de pesquisa para O Cabeleira.