Arquivos para a Categoria ‘HQ’

O Melhor Quadrinho de 2009

Outubro 27, 2009

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Ainda faltam dois meses para acabar o ano. Mas eu não tenho nenhum receio em dizer que o melhor quadrinho que li em 2009 foi “Asterios Polyp”, do mestre David Mazzucchelli. Esta HQ é tão genial que merece ser lida várias vezes. E a cada leitura percebe-se algo diferente.

Durante a FliP deste ano, houve um debate sobre quadrinhos, em que a questão “quadrinho é literatura?” veio à tona. Eu responderia essa pergunta com uma página de Asterios Polyp.

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Quadrinhos têm sua própria linguagem e Mazzucchelli brinca e utiliza todos seus elementos para contar sua história: cores primárias, traço e até a fonte e formato dos balões de cada personagem. Na página acima, vemos como o traço/cores do casal vão se misturando a medida que eles vão se conhecendo. Isso é quadrinho! E, sem dúvida, o melhor do ano.

Umbigo

Setembro 3, 2009

Post rápido, e meio constrangido, só pra tirar um pouco a poeira desse blog abandonado.

Acabei de ler Umbigo sem Fundo (Bottomless Belly Button) de Dash Shaw, publicado pela Companhia das Letras através de seu selo de HQ, Quadrinhos na Cia.

Depois de 40 anos de casados, Maggie e David Loony decidem se separar. Quando anunciam a decisão para seus filhos, já adultos, causam espanto e inconformação. Ainda mais com a explicação tão sucinta: eles simplesmente deixaram de se amar.

Os personagens são originais e a narrativa é bastante inventiva. É mais um caso de HQ que faz uso dos recursos que só a linguagem de quadrinho pode oferecer para contar a história da melhor forma possível. Uma bela leitura. Recomendo fortemente esse quadrinho de 720 páginas.

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HQ Mix – Não foi dessa vez.

Agosto 18, 2009

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Pois é, galera… Foi divulgada a lista com os vencedores do HQ MIx e O Cabeleira não levou nada. Mas tudo bem, foi um ano cheio de lançamentos excelentes e os prêmios ficaram em boas mãos.

Mas não vamos desanimar! Daqui dois anos tem mais. Digo daqui dois anos porque é muito pouco provável que a gente publique um quadrinho ainda esse ano. O Allan Rabelo está apenas começando a desenhar O Jogo do Barão e ainda estamos terminando o roteiro de O Progresso.

Aqui está a lista dos vencedores.

E parabéns aos que levaram a Mirza para casa!

Primeiros desenhos

Agosto 15, 2009

A ansiedade é grande. E a distância só faz aumentá-la.

Hiroshi e eu esperamos, aqui do Rio, que Allan Rabelo, lá de Barcelona, termine de desenhar nossa próxima HQ. Ele está apenas começando, mas não aguentamos mais esperar!

Para dividir com vocês essa ansiedade, vamos começar a postar aqui alguns estudos e desenhos do Allan.

Essas foram as primeiras imagens que vimos de O Jogo do Barão. O Allan nos mandou esses estudos ainda em Janeiro e ficamos deslumbrados!

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Aos poucos postaremos novos desenhos e até algumas páginas de O Jogo do Barão. E logo, logo poderemos dar mais detalhes da historia.

Paco no Rio

Agosto 6, 2009

Tira do Allan Rabelo. Clique na imagem.

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Um carioca na Espanha

Agosto 3, 2009
Auto-retrato

Auto-retrato

Em doses homeopáticas vamos falando da nossa próxima HQ. Afinal, ainda deve levar um tempinho para ficar pronta e não adianta já entregar todas as surpresas, né? Mas chegou a hora de contar quem será o desenhista de O Jogo do Barão.

Allan Rabelo é carioca, mora na Espanha há uns 3 anos e já é conhecido dos leitores da Mosh, revista de quadrinhos independente que era editada por Lobo e Renato Lima. O desenhista também faz parte do time de feras do álbum Irmãos Grimm em Quadrinhos, publicado pela Desiderata no fim de 2007.

Confira aqui alguns desenhos do craque Allan Rabelo:

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Mais André Diniz

Agosto 2, 2009

Além da deliciosa 7 Vidas, comentada pelo Hiroshi no post anterior, queria indicar mais algumas realizações do boa-praça André Diniz.

CHALACA

Em 2005, a dupla André Diniz e Antonio Eder lançou Chalaça, o amigo do imperador. A HQ narra as aventuras de Francisco Gomes da Silva, alcoviteiro e amigo de D. Pedro I. É imperdível para quem, como eu, curte temas históricos. Ou pra quem simplesmente gosta de bom quadrinho. Recomendo.

Recomendo também o site do André Diniz, o Nona Arte, onde ele fala de seus futuros trabalhos e apresenta alguns belos desenhos. É isso mesmo, para quem não sabe, além de roteirista Diniz é desenhista – e tem desenhado cada vez melhor! O site traz também preciosas dicas de Diniz sobre organização e produtividade. Questões que muitos “artistas” acham menores mas que podem fazer toda diferença na hora de criar. André Diniz dá dicas sobre como usar a mesa de luz, como organizar os arquivos em seu computador e até sobre a organização de gavetas! Vale conferir.

E pra terminar, queria falar do acervo online de quadrinhos idealizado e montado pelo André Diniz. Antigamente essas HQs ficavam no próprio Nona Arte, mas agora você as encontra no Acervo HQ. São mais de 400 HQs disponíveis para download ou leitura online. E o melhor de tudo: gratuito! Vá lá e se divirta, tem muita coisa boa!

7 Vidas

Julho 31, 2009

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Se existe uma coisa eu aprendi com este blog é que eu não sou crítico de quadrinhos. Melhor deixar essa tarefa para pessoas como Sidney Gusman & cia. Mas quando eu me deparo com um ótimo trabalho, não posso deixar de mencioná-lo aqui. Esse foi o caso de 7 Vidas, de André Diniz e Antonio Eder. Esse quadrinho é muito, muito bacana, e narra as sessões de terapia de vidas passadas feitas por André Diniz.

Acreditar ou não em vidas passadas não é pré-requisito para gostar do quadrinho. Afinal de contas, o que realmente importa é que 7 Vidas é uma história intimista, emocionante e que merece ser lida.

Curso de Quadrinhos

Junho 21, 2009

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O Hiroshi e eu fomos convidados pelo incansável Arnaldo Branco para participar de um curso de quadrinhos do Grupo Estação. Vamos falar sobre graphic novels e adptações.

Para quem estiver interessado:

Arte sequencial, humor gráfico e outros eufemismos

Mediador: Arnaldo Branco.
Com: Allan Sieber, Leandro Assis, Hiroshi Maeda, André Dahmer e Leonardo.

De 13 a 16 de julho

Das 19h30 às 22h
Carga horária: 4 aulas
Custo: R$ 300,00 à vista ou 2X R$ 175,00
Local: Grupo Estação – Rua Voluntários da Pátria, 53
Botafogo, Rio de Janeiro

Mais detalhes no site do Grupo Estação.

O Brasil nos Quadrinhos

Junho 11, 2009

Um de nossos maiores quadrinistas foi Flávio Colin, que dizia: “Considero as HQs uma missão. E como todo bom missionário, dedicado e tenaz, acredito que um dia, através delas, o Brasil será mais brasileiro.

Pois Colin teria orgulho de três belos quadrinhos lançados recentemente: Copacabana (Desiderata), Os Brasileiros (Conrad) e Sábado dos Meus Amores (Conrad). São três álbuns que falam do Brasil. Cada um de seu jeito. Os três obrigatórios.

1. Copacabana

CopaSou suspeito para falar. Afinal, esse quadrinho é de autoria de Lobo e Odyr. O primeiro foi editor do Cabeleira e o segundo foi o responsável por sua belíssima capa. Pois esses dois craques se juntaram para retratar o submundo de Copacabana. Um universo povoado por prostitutas, travestis, gringos, policiais corruptos e malandros. A trama noir criada por Lobo é bastante envolvente, mas torna-se brilhante quando revela os pequenos personagens que compõem o pano de fundo do bairro. Como o vendedor de Halls no ônibus,  a gangue de travecos, o velhinho do café, a velha do pó e tantos outros. Os bate-papos das putas pelos bares parecem tão autênticos que não deixam dúvida: Lobo sabe do que está falando. E a arte de Odyr consegue o que parecia impossível. Copacabana está mais imunda e decadente do que nunca.

2. Os Brasileiros

ToralAndré Toral é historiador e antropólogo e isso fica óbvio lendo seu álbum. No bom sentido. Ele não quer nos dar aulas. Quer apenas  falar daqueles que podem ser considerados os verdadeiros brasileiros. Ou pelo menos os primeiros brasileiros. As sete histórias do livro tratam de índios, da época do descobrimento até os dias de hoje.  Como o próprio Toral explica, esse album é o seu jeito de responder a uma pergunta que ele se faz sempre que viaja para o litoral paulista: “onde estão aqueles que por milhares de anos habitavam esse litoral, muito antes da chegada dos portugueses?” Os índios de Toral não têm nada de coitados, fracos ou submissos. São guerreiros, prontos para lutar com os inimigos e devorá-los. Literalmente. O canibalismo é assunto recorrente no quadrinho. Duas histórias nãos são inéditas – O Negócio do Sertão, publicada em 1991 como Graphic Novel e O Caso dos Xis, publicada em duas partes em 1992. Mas isso não diminui em nada o prazer de ler Os Brasileiros.

3.  Sábado dos Meus Amores

Quintanilha

Sou fã de Marcello Quintanilha desde a época em que ele ainda assinava Marcello Gaú. A primeira vez que vi seu trabalho foi na Bienal de Quadrinhos de 91. E fiquei impressionado com seu desenho realista, claramente baseado em fotos, e com a sua capacidade para capturar nos quadrinhos um brasileiro poucas vezes retratado em nossos gibis. É o brasileiro derrotado, pobre, que compra cerveja fiado em  pé-sujo, que é torcedor fanático de futebol, que sente inveja e compra briga. Estava ansioso para ver esse livro, pois o anterior havia me decepcionado bastante.  Fealdade de Fabiano Gorila, que Quintanilha lançou em 99, era uma história de apenas 16 páginas que foi rediagramada para ocupar umas 80. Acho que com isso a narrativa e os desenhos de Quintanilha ficaram bastante prejudicados. Pois foi com muito alívio e alegria que devorei Sábado dos Meus Amores. A edição está caprichada, com capa dura, e traz Marcello Quintanilha no auge da forma. Suas histórias são comoventes e seu desenho está deslumbrante.

Recomendo os três livros. Quadrinhos brasileiros, sobre brasileiros, da melhor qualidade. Colin ia adorar.

Lançamento de “Copacabana”

Junho 10, 2009

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Reservem suas agendas! Na próxima semana haverá o lançamento de Copacabana, de Odyr e Lobo. Dia 15 no Rio e 17 em SP.

Quadrinhos Espanhóis: David Rubín

Junho 9, 2009

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Minha maior surpresa em relação aos quadrinhos espanhóis chama-se David Rubín. Seu traço lembra um pouco o de Craig Thompson e suas histórias falam – na maioria das vezes – sobre a solidão e a perda de um grande amor. Li os quadrinhos “El Circo del Desaliento” e “La Tetería del Oso Malayo” (ambas publicações da editora ASTIBERRI) e virei fã incondicional.

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Infelizmente, esses são os típicos quadrinhos que dificilmente pousarão em território brasileiro. Portanto, se você estiver de viagem pela Espanha, não hesite em comprá-los.