Archive for Novembro, 2009

Games

Novembro 13, 2009

Semana passada, li uma matéria sobre o lançamento do novo jogo Call of Duty e como ele pode bater todos os recordes da indústria do entretenimento. Segundo a matéria, o game “poderá facilmente render mais do que os US$ 155 milhões da abertura recorde de O Cavaleiro das Trevas, arrecadando mais de meio bilhão de dólares na primeira semana”. Não sei quanto aos outros milhões de jogadores, mas eu já fiz a minha pre-order.

Algumas vezes é difícil saber se eu gosto mais de cinema, quadrinhos, séries de tv ou games. Talvez o que eu goste mesmo é de uma história bem contada. E uma história bem contada precisa de um ingrediente básico: drama. É justamente neste ponto que os games têm melhorado a cada ano. Mesmo os de futebol têm drama (quem acha que uma partida de futebol não tem drama, leia o primeiro capítulo do livro Three Uses of a Knife, de David Mamet).

Minha teoria para o sucesso dos jogos é muito simples: eles estão cada vez melhores porque têm roteiros cada vez melhores (nem entrarei no fato dos games proporcionarem uma maior experiência ou “imersão” das pessoas).

Também não há como negar que tecnicamente os games estão primorosos: gráficos reais, som espetacular, ótima trilha sonora etc. Mas isso tudo sem um boa história é como um filme com ótimos efeitos especiais e uma péssimo roteiro: um filme vazio.

Se você ainda duvida da qualidade do roteiro dos jogos, vá até uma locadora, pegue Uncharted2 e depois me diga se algum filme de aventura, desde Indiana Jones, chegou aos pés deste jogo.

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Ana Karina e o Jornalismo Mentira

Novembro 10, 2009

Anapeq

Como alguns dos visitantes desse blog  sabem, a Carla, minha mulher, escreveu o livro A Bela Menina do Cachorrinho. É a biografia de Ana Karina, que relata sua triste experiência com as drogas. O livro foi lançado em 2008 e teve uma bela repercussão. Recentemente um jornalista deixou um comentário aqui, interessado em fazer uma matéria sobre a Ana. Imediatamente passei o email do jornalista para Carla, que por sua vez mandou para Ana.

E a entrevista foi feita. O problema é que o jornalista comete uma série de (graves) deslizes em seu texto. Há de tudo: exageros, sensacionalismo e mentiras. Ana ficou indignada, Carla ficou chateada e eu fiquei culpado de ter passado adiante o email do jornalista.

Mas sei que a Ana já enfrentou problemas muito mais graves e vai superar mais esse.

Quem quiser saber um pouco mais sobre essa história, pode acessar o blog da Carla.