HQ Mix – Não foi dessa vez.

Agosto 18, 2009 by

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Pois é, galera… Foi divulgada a lista com os vencedores do HQ MIx e O Cabeleira não levou nada. Mas tudo bem, foi um ano cheio de lançamentos excelentes e os prêmios ficaram em boas mãos.

Mas não vamos desanimar! Daqui dois anos tem mais. Digo daqui dois anos porque é muito pouco provável que a gente publique um quadrinho ainda esse ano. O Allan Rabelo está apenas começando a desenhar O Jogo do Barão e ainda estamos terminando o roteiro de O Progresso.

Aqui está a lista dos vencedores.

E parabéns aos que levaram a Mirza para casa!

Primeiros desenhos

Agosto 15, 2009 by

A ansiedade é grande. E a distância só faz aumentá-la.

Hiroshi e eu esperamos, aqui do Rio, que Allan Rabelo, lá de Barcelona, termine de desenhar nossa próxima HQ. Ele está apenas começando, mas não aguentamos mais esperar!

Para dividir com vocês essa ansiedade, vamos começar a postar aqui alguns estudos e desenhos do Allan.

Essas foram as primeiras imagens que vimos de O Jogo do Barão. O Allan nos mandou esses estudos ainda em Janeiro e ficamos deslumbrados!

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Aos poucos postaremos novos desenhos e até algumas páginas de O Jogo do Barão. E logo, logo poderemos dar mais detalhes da historia.

Paco no Rio

Agosto 6, 2009 by

Tira do Allan Rabelo. Clique na imagem.

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Bastidores de Hollywood

Agosto 5, 2009 by

hollywood

Você quer saber como os filmes de Hollywood são feitos? Quer conhecer os segredos dos produtores? Os truques dos efeitos especiais? Que tal conversar com os profissionais por trás (no bom sentido) dos blockbusters norte-americanos?

Pois agora tudo isso está ao seu alcance, fã de cinema! Basta desembolsar algo entre US$1.900,00 e US$6.400,00 – dependendo do programa escolhido – e ficar cinco dias zanzando pelas internas da indústria. Há programas sobre filmes de terror, produção independente, roteiro e até pitching. Há também programas que prometem um mergulho nas obras de cineastas como Spielberg, Tarantino, Hitchcock e Billy Wilder.

Veja mais detalhes no site da International Film Institute, que se descreve como “a sua porta de entrada VIP à experiência mais exclusiva do mundo do cinema”.

The Pitchers

Agosto 5, 2009 by

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Recentemente o Leandro me apresentou uma tira chamada The Pitchers, um retrato irreverente de Hollywood pela visão de dois roteiristas. Virei fã.

Pra quem não sabe, “pitch” é uma expressão usada quando alguém (geralmente um roteirista) conta sua história para um produtor. Na verdade, ele não quer apenas “contar sua história”, mas vendê-la. E muitas vezes não tem mais do que alguns minutos para fazer isso. Lá fora existem livros e até cursos sobre o tema, que merece um post à parte. Por enquanto, confiram as tiras de The Pitchers em:
http://www.guardian.co.uk/film/series/thepitchers

Um carioca na Espanha

Agosto 3, 2009 by
Auto-retrato

Auto-retrato

Em doses homeopáticas vamos falando da nossa próxima HQ. Afinal, ainda deve levar um tempinho para ficar pronta e não adianta já entregar todas as surpresas, né? Mas chegou a hora de contar quem será o desenhista de O Jogo do Barão.

Allan Rabelo é carioca, mora na Espanha há uns 3 anos e já é conhecido dos leitores da Mosh, revista de quadrinhos independente que era editada por Lobo e Renato Lima. O desenhista também faz parte do time de feras do álbum Irmãos Grimm em Quadrinhos, publicado pela Desiderata no fim de 2007.

Confira aqui alguns desenhos do craque Allan Rabelo:

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Mais André Diniz

Agosto 2, 2009 by

Além da deliciosa 7 Vidas, comentada pelo Hiroshi no post anterior, queria indicar mais algumas realizações do boa-praça André Diniz.

CHALACA

Em 2005, a dupla André Diniz e Antonio Eder lançou Chalaça, o amigo do imperador. A HQ narra as aventuras de Francisco Gomes da Silva, alcoviteiro e amigo de D. Pedro I. É imperdível para quem, como eu, curte temas históricos. Ou pra quem simplesmente gosta de bom quadrinho. Recomendo.

Recomendo também o site do André Diniz, o Nona Arte, onde ele fala de seus futuros trabalhos e apresenta alguns belos desenhos. É isso mesmo, para quem não sabe, além de roteirista Diniz é desenhista – e tem desenhado cada vez melhor! O site traz também preciosas dicas de Diniz sobre organização e produtividade. Questões que muitos “artistas” acham menores mas que podem fazer toda diferença na hora de criar. André Diniz dá dicas sobre como usar a mesa de luz, como organizar os arquivos em seu computador e até sobre a organização de gavetas! Vale conferir.

E pra terminar, queria falar do acervo online de quadrinhos idealizado e montado pelo André Diniz. Antigamente essas HQs ficavam no próprio Nona Arte, mas agora você as encontra no Acervo HQ. São mais de 400 HQs disponíveis para download ou leitura online. E o melhor de tudo: gratuito! Vá lá e se divirta, tem muita coisa boa!

7 Vidas

Julho 31, 2009 by

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Se existe uma coisa eu aprendi com este blog é que eu não sou crítico de quadrinhos. Melhor deixar essa tarefa para pessoas como Sidney Gusman & cia. Mas quando eu me deparo com um ótimo trabalho, não posso deixar de mencioná-lo aqui. Esse foi o caso de 7 Vidas, de André Diniz e Antonio Eder. Esse quadrinho é muito, muito bacana, e narra as sessões de terapia de vidas passadas feitas por André Diniz.

Acreditar ou não em vidas passadas não é pré-requisito para gostar do quadrinho. Afinal de contas, o que realmente importa é que 7 Vidas é uma história intimista, emocionante e que merece ser lida.

Vinho, cinema e os capetas.

Julho 30, 2009 by

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O Hiroshi levantou uma questão interessante no post anterior (e o Hiro completou com um comentário hilário). O cinema tem caras diferentes dependendo de onde é feito.  Mas tenho a sensação que de uns tempos pra cá essas diferenças estão diminuindo.

Em 2004, o cineasta e enólogo americano Jonathan Nossiter lançou um documentário que se tornou um hit. Mondovino falava sobre a

O capeta dos vinhos

O capeta dos vinhos

globalização e seus efeitos devastadores para o mundo do vinho. Segundo Nossiter, os vinhos produzidos em diferentes regiões do planeta, em terrenos diferentes, com climas diferentes e, principalmente, por vinicultores diferentes, têm características únicas, particulares e fascinantes. O problema é que essas diferenças estão sumindo. Tudo teria começado quando os vinicultores perceberam a influência decisiva do crítico de vinhos Robert Parker na decisão de compra dos consumidores. Uma crítica positiva de Parker aumenta imediatamente o preço do vinho e suas vendas. Uma crítica negativa pode arruinar a vinícula. Não demorou para os vinicultores adequarem seus vinhos ao gosto do crítico, levando a uma padronização do sabor.

O capeta do cinema

O capeta do cinema

Essa é, resumidamente, a tese defendida por Nossiter em seu filme. Mas ela não se aplica apenas aos vinhos, funciona também para o cinema. E se no mundo dos vinhos o capeta é o Robert Parker, no mundo do cinema um dos mais endemonizados é, sem dúvida, o consultor e professor de roteiros Syd Field. Depois de trabalhar por alguns anos avaliando roteiros para uma produtora, Syd Field escreveu o Manual do Roteiro, onde ensina todos os segredos para se escrever um bom filme. Segundo seus critérios, é claro. Ele apresenta em seu manual o paradigma dos três atos, com seus pontos de viradas, ponto médio e clímax. Seus críticos chamam o paradigma de receita de bolo e não deixam de ter razão. Seguindo os ensinamentos de Syd Field ao pé da letra o roteirista corre o sério risco de fazer um roteiro careta, duro, parecido demais com um filme americano. Mas com um pouco de bom senso e visão crítica as dicas de Syd Field podem ser muito úteis. Na verdade, ainda não encontrei melhor estrutura para contar a maioria das histórias em cinema do que a dos três atos.

Mas sem os exageros do nosso amigo capeta…

Filme Europeu x Filme Americano

Julho 29, 2009 by

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Uma das melhores definições sobre a diferença entre um filme europeu e um filme americano foi feita pelo mestre Hitchcock. Ele disse que o filme europeu pode abrir com uma imagem de nuvens, cortar para outro plano de nuvens, e então cortar para um terceiro plano de nuvens.

Se um filme americano abre com uma imagem de nuvens, deve cortar para um plano de um avião, e se no terceiro plano o avião não tiver explodido, a platéia estará entediada.

Debate na Travessa (atualizado 2)

Julho 22, 2009 by

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Post muito rápido só para dizer que vai rolar um debate sobre quadrinhos na Travessa do Barrashopping no dia 28/07, terça feira, às 19:30hs. Os participantes serão:

Andre Conti – Editor do novo selo de HQ – Quadrinhos na Cia.

Carlos Patati – jornalista, roteirista e pesquisador de HQ.

Rick Goodwin – Curador do I Festival de Humor do Rio de Janeiro.

S. Lobo – Editor de várias HQs pela Desiderata (inclusive O Cabeleira) e roteirista da HQ Copacabana.

Carlos Matuck – Artista plástico, especialista em Tintin

Eles vão discutir a importância dos quadrinhos e o atual interesse de editoras e novos autores pelas HQs. E eu fui chamado pela Alzira, da Travessa, para mediar essa conversa.

Estão todos convidados!


Tema

Julho 20, 2009 by

Confesso que é um prazer falar sobre personagem, estrutura, trama, conflito e tudo mais que envolve a construção de uma boa história de HQ ou cinema. Um dos conceitos mais fantásticos (e muitas vezes ignorado) chama-se: TEMA. Todo filme ou quadrinho deveria ter um tema. Minha história é sobre vingança? Ou é sobre redenção? Ou quem sabe é sobre a perda de um grande amor? Dominar o tema é saber que as decisões que são tomadas ao longo do roteiro são propositais, mas não evidentes. Nada é aleatório. Quem melhor explicou isso foi Sidney Pollack, no livro “Grandes Diretores de Cinema”. Transcrevo um trecho aqui:

O modo como funciono é o seguinte: tento determinar previamente o tema do filme, sua idéia central. E uma vez que sei qual é essa idéia, uma vez que a domino, todas as decisões que tomo ao longo do trabalho decorrem naturalmente dela, são inconscientemente influenciadas por ela. E, pra mim, um filme é bem-sucedido quando cada escolha que foi feita é coerente em relação ao tema inicial. Por exemplo, Três Dias de Condor é um filme sobre a confiança e a desconfiança. Redford encarna um personagem confiante demais que vai aprender a não acreditar mais em ninguém. Faye Dunaway encarna uma mulher que não confia em ninguém e que, na sequência dessa experiência dramática, vai aprender a se abrir. Entre Dois Amores, em compensação, é um filme sobre a posse. Meryl Streep tenta impor seu poder sobre tudo. Ela chega ao ponto de tentar desviar um rio. E, principalmente, ela tenta possuir Redford, que é a própria expressão da liberdade. Se considerarmos e analisarmos esses dois filmes, sequência por sequência, eu deveria poder justificar cada escolha de direção em relação a essas idéias. Comparo frequentemente esse conceito do tema central com o modo como um escultor modela uma estátua. Ele começa criando uma espécie de esqueleto de metal, depois coloca pouco a pouco sua argila e a modela para lhe dar forma humana. É o esqueleto que permite que a estátua se sustente. Sem ele, ela ruiría. Mas quando a estátua está terminada, não se deveria de modo algum ver o esqueleto, isso estragaria tudo. E, no cinema, é a mesma coisa. Não quero de modo algum que, enquanto assiste a Três Dias de Condor, o espectador pense: “ah, é um filme sobre confiança!”. Se isso acontecer, é porque fiz mal meu trabalho. O que deve ocorrer é que o espectador chegue a sentir, inconscientemente, que alguma coisa verdadeiramente orgânica e coerente nesse filme, que nada nele foi feito de maneira arbitrária. Até mesmo o cenário deve ser um reflexo do tema principal. – Sidney Pollack